Não sabemos. A Bíblia mostra que Paulo trabalhava junto às autoridades religiosas judaicas antes de se tornar cristão, mas não diz que ele fazia parte do Sinédrio, o conselho que julgava questões religiosas entre os judeus.
Naquela época, Paulo ainda era chamado Saulo. Ele era fariseu e tinha estudado com Gamaliel, um mestre da Lei que fazia parte do Sinédrio (Atos 22:3; 5:34). Também participou da perseguição aos cristãos. Quando Estêvão foi morto, Saulo estava presente e aprovou sua morte (Atos 7:58–8:1). Mais tarde, pediu ao sumo sacerdote cartas que o autorizassem a procurar seguidores de Jesus em Damasco e levá-los presos a Jerusalém (Atos 9:1–2).
Esses fatos mostram que Saulo tinha acesso às autoridades e agia com o apoio delas. Mas estudar com alguém do Sinédrio, receber autorização do sumo sacerdote e participar de uma perseguição não é a mesma coisa que ocupar um lugar no conselho.
O trecho que mais levanta essa dúvida é Atos 26:10. Ao contar o que havia feito contra os cristãos, Paulo diz que dava seu voto quando eles eram condenados à morte. Isso *pode* indicar participação numa decisão oficial. Também pode ser uma maneira de dizer que ele aprovava essas condenações. Como a passagem não identifica uma reunião do Sinédrio nem chama Paulo de membro do conselho, ela não resolve a questão.
Portanto, é possível que Paulo tenha sido membro do Sinédrio, mas não dá pra afirmar isso com segurança. O que podemos dizer com certeza é que ele era um fariseu dedicado, perseguia os cristãos e mantinha uma ligação próxima com as autoridades religiosas judaicas.