A resposta mais honesta é: não sabemos exatamente. Paulo não diz qual era o seu “espinho na carne”. Sabemos que não era um espinho literal, mas algo que o afligia de verdade e que ele queria que Deus removesse (2 Coríntios 12:7-8).
Já se sugeriu que fosse uma doença, um problema de visão, uma dificuldade na fala ou até a oposição de alguém. Mas nenhuma dessas explicações pode ser confirmada pelo texto. Paulo chama o espinho de “mensageiro de Satanás”, porém também não explica se está falando de uma pessoa, de uma ação espiritual ou de outra forma de sofrimento. Por isso, não dá pra afirmar com segurança o que era.
O que Paulo explica é por que aquela aflição continuou. Ele tinha recebido revelações extraordinárias de Deus, e o espinho o impedia de se tornar orgulhoso por causa delas. Paulo pediu três vezes que o Senhor o livrasse, mas não recebeu o livramento que esperava. Em vez disso, o Senhor lhe mostrou que sua graça seria suficiente e que seu poder se manifestaria mesmo na fraqueza de Paulo (2 Coríntios 12:7-9).
Isso não quer dizer que Paulo gostasse de sofrer, nem que pedir alívio fosse errado. Ele pediu. Mas, ao perceber que Deus não removeria o espinho, entendeu que ainda poderia depender do Senhor e continuar servindo a ele apesar daquela dificuldade.
Assim, a Bíblia não nos permite dar um nome ao espinho de Paulo. Ela nos permite entender algo importante: Paulo tinha uma aflição real, pediu a Deus que a tirasse e descobriu que não precisava estar livre dela para receber a ajuda de Deus.