Um pastor executivo é, em geral, o pastor que coordena boa parte do funcionamento da igreja. Ele pode cuidar da equipe de funcionários, do orçamento, das instalações, das atividades e dos processos necessários pra que os ministérios funcionem bem. A função exata varia de uma igreja pra outra.
A Bíblia não menciona o cargo de “pastor executivo” nem dá uma descrição pronta pra ele. O que ela apresenta são líderes chamados de *presbíteros* ou *anciãos*, responsáveis por cuidar da igreja de Deus. Em Atos 20:17,28, Paulo fala aos presbíteros de Éfeso e lhes diz que devem pastorear o rebanho. Em 1 Pedro 5:1-3, os presbíteros também são orientados a cuidar das pessoas sem agir como donos delas. Isso mostra que a responsabilidade de um pastor vai além de organizar o trabalho: ele deve cuidar de pessoas e servir de exemplo.
É aí que está a distinção importante. “Executivo” descreve as tarefas que a igreja confiou àquela pessoa; não é um cargo espiritual separado que a Bíblia estabeleceu. Uma igreja maior, por exemplo, pode precisar de alguém que acompanhe contratações, finanças, manutenção do prédio e medidas de proteção pra crianças. Cuidar bem dessas coisas ajuda a igreja a realizar seu trabalho e a tratar as pessoas com responsabilidade.
Mas administrar bem não é, por si só, o mesmo que pastorear. Se esse líder é de fato um pastor ou presbítero, sua vida e seu ensino precisam corresponder às qualificações de 1 Timóteo 3:1-7 e Tito 1:5-9. Entre elas estão o bom caráter, a maturidade e a capacidade de ensinar a Palavra de Deus — mesmo que ele não seja quem prega com mais frequência.
Portanto, um pastor executivo pode ser uma ajuda valiosa pra igreja. O nome da função não é o mais importante. O essencial é saber se a pessoa está apenas cuidando da administração ou se também recebeu a responsabilidade de pastorear. Nesse segundo caso, competência administrativa é útil, mas não substitui os requisitos bíblicos pra cuidar da igreja.