Sim. Quando Jesus morreu, todos os nossos pecados ainda estavam no futuro. Sua morte não precisou ser repetida cada vez que alguém pecou depois da cruz. Ela é suficiente pra perdoar todos os pecados de quem confia nele — os que cometeu antes de crer e também os que cometerá depois.
A carta aos Hebreus explica por quê. Diferentemente dos sacrifícios que precisavam ser oferecidos repetidas vezes, Jesus ofereceu a si mesmo uma vez por todas. Por meio desse único sacrifício, ele fez o que aqueles sacrifícios não podiam fazer: abriu o caminho pro perdão definitivo (Hebreus 10:10-18). Se um pecado cometido amanhã exigisse outro sacrifício, a oferta de Jesus não teria sido suficiente.
Paulo também diz que Deus nos deu vida com Cristo, perdoou nossos pecados e removeu a dívida que havia contra nós por causa deles (Colossenses 2:13-14). E João escreve aos cristãos pra que não pequem, mas acrescenta que, se alguém pecar, Jesus Cristo é seu defensor diante do Pai (1 João 2:1-2). João não trata o pecado cometido depois da conversão como algo pra que a morte de Jesus deixou de valer.
Isso não quer dizer que pecar deixou de ser grave, nem que o cristão não precisa reconhecer seus erros. O próprio João ensina que devemos confessar nossos pecados a Deus (1 João 1:8-9). O perdão não é uma licença pra pecar; é a razão pela qual podemos nos aproximar de Deus com sinceridade quando pecamos, em vez de achar que precisamos conseguir um novo sacrifício ou conquistar o perdão por conta própria.
Então, a segurança do cristão não depende de conseguir lembrar e confessar cada pecado antes de morrer. Ela está em Jesus, cuja morte é suficiente e que continua sendo o defensor dos que pertencem a ele. Por isso João pôde escrever aos que creem no Filho de Deus dizendo que eles podem saber que têm a vida eterna (1 João 5:13).