Pastor Antônio Junior

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O que Jesus quis ensinar com a parábola das ovelhas e dos cabritos?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Jesus contou essa história pra mostrar que, quando ele vier em glória, julgará as pessoas — e que a maneira como elas trataram os seus revela algo importante sobre sua relação com ele. A cena está em Mateus 25:31-46. Jesus compara esse julgamento ao trabalho de um pastor que separa ovelhas de cabritos: uns recebem a vida eterna; outros, o castigo eterno.

O que chama a atenção é a razão apresentada pelo Rei. Ele diz aos que estão à sua direita que recebeu deles comida quando teve fome, acolhimento quando era estrangeiro e cuidado quando estava doente ou preso. Eles ficam surpresos, porque não se lembram de ter feito isso por Jesus. Então ele explica: ao cuidarem de um dos seus irmãos mais pequeninos, foi como se tivessem cuidado dele. Aos que estão à esquerda, ele diz o contrário: deixaram de ajudar essas pessoas e, assim, deixaram de ajudá-lo.

Isso quer dizer que alguém ganha a vida eterna por fazer boas obras? Não. A Bíblia ensina que somos salvos pela graça de Deus, por meio da fé, e não porque conseguimos merecer a salvação. Ela também ensina que quem é salvo foi criado, em Cristo, pra praticar boas obras (Efésios 2:8-10). Na história, Jesus não apresenta uma quantidade de atos de caridade que a pessoa precisa cumprir. Ele mostra o que a vida dela revela. A compaixão das ovelhas é uma evidência de que pertencem a ele; a indiferença dos cabritos revela o contrário.

Há um detalhe que merece cuidado: Jesus fala dos seus “irmãos mais pequeninos”. Alguns cristãos entendem que ele está falando especialmente de seus discípulos, que muitas vezes enfrentariam necessidades, rejeição e prisão. Outros entendem que o ensino também alcança as pessoas necessitadas de modo mais amplo. O texto liga diretamente o tratamento dado a esses “irmãos” ao tratamento dado ao próprio Jesus. Seja qual for o alcance exato da expressão, o ponto não muda: não faz sentido dizer que amamos Jesus enquanto ignoramos, sem compaixão, aqueles com quem ele se identifica.

Também há diferentes entendimentos sobre o momento preciso desse julgamento em relação aos acontecimentos futuros. Mateus deixa claro que a cena ocorre quando o Filho do Homem vem em glória (Mateus 25:31); não exige, porém, que a gente resolva toda a sequência dos eventos futuros pra entender o aviso de Jesus.

A parábola, portanto, não nos chama a ajudar os outros pra comprar a aprovação de Deus. Ela nos chama a levar a sério nossa relação com Cristo. A fé que recebe a graça de Deus não torna a pessoa indiferente ao sofrimento alheio. Ela aparece na maneira como tratamos as pessoas, inclusive as que parecem pequenas ou sem importância aos olhos do mundo.