Pastor Antônio Junior

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Por que Jesus elogiou o administrador infiel em Lucas 16?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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Jesus não eliou a desonestidade do administrador. O que chamou atenção foi a rapidez com que ele percebeu que sua situação ia mudar e tomou uma providência pensando no futuro. A lição da parábola é esta: se alguém consegue agir com tanta decisão por causa de um emprego que vai perder, os discípulos de Jesus também devem pensar seriamente no futuro e usar bem aquilo que têm agora.

Na história, um homem rico descobre que seu administrador não está cuidando bem dos bens que lhe foram confiados e exige que ele preste contas. O administrador sabe que será dispensado. Então chama pessoas que devem ao patrão e reduz o valor registrado nas dívidas delas. Assim, espera que essas pessoas o acolham quando ficar sem trabalho (Lucas 16:1-7).

Quando o patrão descobre o que aconteceu, elogia a esperteza do administrador, embora ele tenha agido de maneira injusta (Lucas 16:8). Elogiar a esperteza não é aprovar o que ele fez. A parábola não ensina a alterar dívidas, enganar alguém ou comprar favores. Jesus usa a atitude de uma pessoa desonesta pra destacar um ponto específico: ela reconheceu que o tempo que tinha era curto e agiu levando o futuro em conta.

É por isso que Jesus passa a falar sobre dinheiro. Ele orienta seus discípulos a usar as riquezas deste mundo para fazer o bem às pessoas, em vez de viver só pra guardá-las ou aproveitá-las (Lucas 16:9). O dinheiro não dura pra sempre, mas aquilo que fazemos com ele importa diante de Deus. A referência de Jesus às “moradas eternas” aponta para esse futuro, não para a ideia de que podemos comprar a entrada no céu ou que as pessoas que ajudamos possam nos salvar.

Depois, Jesus mostra que o modo como lidamos com o dinheiro revela se somos dignos de confiança. Quem é fiel no pouco mostra que pode receber responsabilidades maiores. E quem não é fiel com os bens desta vida — bens que não possuímos para sempre — não deve esperar receber as verdadeiras riquezas que Deus concede (Lucas 16:10-12).

Jesus termina com a questão mais importante: ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro como se os dois fossem seus senhores (Lucas 16:13). Podemos ter dinheiro e usá-lo, mas não deixar que ele determine nossas escolhas. Logo depois, Lucas conta que os fariseus, que amavam o dinheiro, zombaram de Jesus (Lucas 16:14). Isso mostra como o ensino atingia o problema por trás da maneira de lidar com as riquezas.

Portanto, a pergunta que a parábola nos faz não é “Como posso ser esperto como aquele administrador?”, mas “Estou usando o que Deus me confiou de um modo que faz sentido diante dele?” O administrador pensou no futuro quando percebeu que perderia o emprego. Jesus nos chama a pensar com ainda mais cuidado naquilo que permanece, sendo honestos e generosos com o que temos hoje.