Jesus contou que uma mulher misturou fermento em uma grande quantidade de farinha. Depois de algum tempo, toda a massa ficou fermentada. Em seguida, comparou isso ao reino de Deus (Mateus 13:33; Lucas 13:20-21).
A ideia principal é simples: o reino de Deus pode começar de um jeito pouco visível, mas sua ação cresce e produz resultados. Quem olha pra massa logo depois que o fermento é misturado talvez não perceba diferença nenhuma. Ainda assim, ele está agindo. Com o tempo, o efeito aparece na massa toda.
Isso ajudava as pessoas a entender o que acontecia com a mensagem de Jesus. Ele anunciava o governo de Deus, mas muita gente esperava uma mudança imediata e grandiosa. Jesus mostrou que não deveriam julgar o reino apenas pelo que conseguiam ver naquele momento. A parábola anterior, sobre a semente de mostarda, também fala de um começo pequeno que cresce (Mateus 13:31-32). Na do fermento, a atenção está no efeito que se espalha pela massa.
Podemos ver esse efeito na vida de quem recebe a mensagem de Cristo: Deus muda a pessoa, e essa mudança passa a aparecer no modo como ela vive. O evangelho também alcança outras pessoas quando é anunciado. Mas a parábola não promete que toda pessoa se tornará cristã nem que toda sociedade será transformada antes da volta de Jesus. Ela nos ensina a não desprezar o que parece pequeno ou lento quando Deus está agindo.
Em outras passagens, o fermento representa algo ruim, como um ensino perigoso (Mateus 16:6, 12). Aqui, porém, Jesus o usa de outra maneira. O ponto da comparação não é que o fermento seja sempre bom ou sempre mau. É que uma pequena porção, misturada à massa, acaba fazendo diferença em tudo.