Pastor Antônio Junior

Mensagens evangélicas, devocionais e perguntas e respostas do Pastor Antônio Junior.

O que Jesus quis ensinar com a Parábola das Dez Minas?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

Página original no site

A ideia principal é esta: o reino de Deus não apareceria imediatamente, como algumas pessoas esperavam. Jesus partiria, voltaria no tempo certo e, até lá, seus seguidores deveriam ser fiéis ao que receberam dele. A parábola também mostra que ninguém pode rejeitar o Rei sem consequências.

Lucas explica por que Jesus contou essa história. Ele estava perto de Jerusalém, e alguns pensavam que o reino de Deus estava prestes a se manifestar de uma vez (Lucas 19:11). Mas Jesus já havia dito aos discípulos que, em Jerusalém, seria morto e ressuscitaria (Lucas 18:31-33). Então contou uma história que incluía uma partida, um tempo de espera e uma volta.

Na parábola, um homem de família nobre viaja para receber autoridade de rei. Antes de sair, entrega uma mina a cada um de dez servos e manda que façam negócios com o dinheiro até ele voltar. Uma mina era uma quantia considerável, equivalente a cerca de cem dias de trabalho. Enquanto isso, alguns dos seus súditos deixam claro que não querem aquele homem como rei (Lucas 19:12-14).

Quando ele volta, pede contas aos servos. Um fez sua mina render outras dez; outro, mais cinco. Ambos são elogiados e recebem responsabilidades maiores. Um terceiro devolve exatamente o que recebeu: tinha guardado a mina num pano, sem fazer nada com ela. Ele diz que agiu assim por medo do senhor, mas o rei usa as próprias palavras do servo para mostrar que sua desculpa não justifica a inação. A mina lhe é tirada e entregue ao servo que havia produzido dez (Lucas 19:15-26). Lucas conta o resultado desses três servos, não dos dez individualmente.

O ponto não é que Jesus espera que todos ganhem dinheiro ou alcancem o mesmo resultado. A mina representa, na história, algo confiado aos servos para ser usado durante a ausência do rei. Da mesma forma, Jesus chama os seus seguidores a não passarem a vida apenas esperando sua volta. Ele lhes confiou uma tarefa: viver segundo seus ensinamentos, servir às pessoas e dar testemunho dele. Os dois servos elogiados tiveram resultados diferentes, mas ambos foram fiéis. Já o terceiro conservou a mina, porém ignorou a ordem que havia recebido.

A história termina com o julgamento dos súditos que rejeitaram o rei (Lucas 19:27). Essa é a parte mais dura da parábola. Jesus não está dando aos cristãos uma ordem para ferir quem não crê. Dentro da história, ele está mostrando a seriedade de rejeitar sua autoridade. Também não é preciso identificar aqueles inimigos com todo o povo judeu: Jesus, seus discípulos e muitos dos primeiros cristãos eram judeus. A advertência se aplica a quem rejeita o Rei.

Assim, a parábola responde à expectativa de um reino imediato e, ao mesmo tempo, faz uma pergunta a quem segue Jesus: o que estamos fazendo com aquilo que ele nos confiou enquanto esperamos sua volta? Jesus ensina que essa espera não é tempo de ficar parado. É tempo de fidelidade, sabendo que ele voltará e que nossas escolhas têm importância diante dele.