Sim. O panenteísmo ensina que o universo está em Deus, embora Deus seja maior que o universo. O nome se parece com *panteísmo*, mas há uma diferença: no panteísmo, Deus e o universo são a mesma coisa; no panenteísmo, Deus não se limita ao universo, mas o universo seria, de algum modo, parte da vida ou do ser de Deus.
Essa ideia pode parecer próxima da Bíblia, porque a Bíblia ensina que Deus está presente em todo lugar. O Salmo 139:7-10 diz que ninguém pode fugir da presença dele. Mas estar presente em toda a criação não é o mesmo que ter a criação dentro do próprio ser. Deus criou o mundo; ele não é uma parte do mundo, nem precisa dele pra ser Deus. Antes de existir qualquer coisa criada, Deus já existia (Gênesis 1:1; Salmo 90:2). E é a criação que depende dele, não o contrário (Atos 17:24-25).
É importante não colocar todas as formas de panenteísmo no mesmo grupo. Algumas ensinam que, conforme o mundo muda, Deus também muda, aprende e passa a ser algo que antes não era. Essa ideia entra em conflito com passagens que apresentam Deus como alguém que conhece plenamente todas as coisas e cujo caráter não muda (Salmo 139:1-6; Tiago 1:17). Outras formas de panenteísmo não fazem todas essas afirmações. Por isso, é melhor examinar o que cada pessoa quer dizer com “o mundo está em Deus” antes de tirar conclusões sobre o que ela acredita.
A Bíblia também mostra que Deus se importa com o que acontece no mundo. Ele ouve orações, se alegra com o bem e se entristece com o pecado. Isso não significa que ele precise aprender o que aconteceu, nem que sua natureza mude por causa das nossas ações.
Então, a resposta mais simples é esta: Deus está presente em toda a criação, mas não se confunde com ela nem depende dela. O panenteísmo vai além dessa afirmação bíblica ao dizer que o universo está, de alguma maneira, em Deus.