Em linhas gerais, sim. O filme acompanha os acontecimentos centrais da morte de Jesus: sua oração no Getsêmani, a traição de Judas, a prisão, os julgamentos, a crucificação e a ressurreição. Esses acontecimentos estão nos quatro Evangelhos. Mas isso não quer dizer que cada cena do filme esteja na Bíblia.
Algumas cenas foram criadas pra contar a história de forma mais dramática. A Bíblia não diz, por exemplo, que Satanás carregava um bebê de aparência demoníaca, nem que crianças demoníacas atormentaram Judas. Também não relata que uma mulher limpou o rosto de Jesus enquanto ele seguia pro lugar da crucificação. Essas imagens podem representar ideias que os realizadores queriam transmitir, mas não devem ser tomadas como fatos bíblicos.
O filme também dá bastante destaque a Maria, mãe de Jesus. Ela estava presente junto à cruz, como João 19:25-27 mostra. Ainda assim, muitas das ações e reações que vemos dela na tela não são descritas pelos Evangelhos. O mesmo cuidado vale pra violência: a Bíblia afirma que Jesus foi açoitado e crucificado, mas não descreve visualmente cada ferimento ou cada momento do sofrimento com o detalhe que o filme apresenta.
Por isso, a melhor maneira de assistir é distinguir o que os Evangelhos contam daquilo que o filme acrescenta. Mateus 26–28, Marcos 14–16, Lucas 22–24 e João 18–20 permitem fazer essa comparação. O filme pode ajudar a perceber a dureza do que Jesus sofreu, mas é a Bíblia que nos diz o que aconteceu e por que sua morte importa: Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou (1 Coríntios 15:3-4).
Então, o filme segue de perto a história principal, mas não é uma reprodução exata do relato bíblico. Vale assisti-lo com esse cuidado, sem tratar toda cena marcante como se fosse algo que as Escrituras afirmam.