Quando ouvimos a palavra *paixão*, geralmente pensamos num sentimento forte. Mas, na expressão “paixão de Cristo”, ela tem outro sentido: significa o sofrimento de Jesus. Vem de uma palavra latina ligada a sofrer ou suportar.
A expressão costuma se referir às últimas horas antes da morte de Jesus, desde sua oração no jardim do Getsêmani até a crucificação. Os Evangelhos contam que ele foi preso, julgado, humilhado, agredido e morto na cruz (Mateus 26:36–27:56; Marcos 14:32–15:41; Lucas 22:39–23:49; João 18:1–19:37).
Esse sofrimento foi real. No Getsêmani, Jesus ficou profundamente angustiado diante do que estava prestes a acontecer e orou ao Pai. Ainda assim, escolheu obedecer à vontade dele (Mateus 26:38-39). Depois, sofreu nas mãos das pessoas que o prenderam e o condenaram. Ele não apenas *pareceu* sofrer: sentiu a dor e realmente morreu.
Mas por que a morte dele é tão importante pra fé cristã? Porque a Bíblia não apresenta Jesus apenas como um homem inocente que morreu injustamente. Ela ensina que ele deu a vida por nós. Isaías 53 descreve um servo que sofre pelos pecados de outros. Jesus também disse que daria a própria vida em favor de muitos (Marcos 10:45). E Pedro explica que Cristo sofreu pelos pecados para nos levar a Deus (1 Pedro 3:18).
Isso não quer dizer que Jesus tenha sido obrigado a morrer contra a própria vontade. Sua angústia mostra como o sofrimento era terrível; sua obediência mostra que ele decidiu passar por aquilo. Conforme ele mesmo disse, ninguém lhe tirava a vida: ele a entregava voluntariamente (João 10:17-18).
Então, a paixão de Cristo é o sofrimento e a morte que Jesus enfrentou para nos salvar. E a história não termina na cruz: Deus o ressuscitou. Por isso, os cristãos se lembram da dor de Jesus sem esquecer o resultado dela — por meio de Cristo, pecadores podem receber perdão e se reconciliar com Deus (Romanos 4:25; 5:8-11).