Jesus quis dizer que, quando ele atende às orações feitas em seu nome, as pessoas podem reconhecer a bondade e o poder de Deus Pai por meio do que o Filho faz. Essa é a finalidade que Jesus apresenta em João 14:13: não apenas atender a um pedido, mas mostrar quem é o Pai.
Pra entender a frase, vale olhar o que Jesus tinha acabado de dizer aos discípulos. Eles estavam preocupados porque ele lhes falava de sua partida. Então Jesus explicou que conhecer o Filho era conhecer o Pai: suas palavras e suas obras mostravam como o Pai é (João 14:7–11). Logo depois, prometeu que faria o que pedissem em seu nome. É por isso que ele diz que o Pai seria glorificado no Filho. “Glorificado”, aqui, significa reconhecido e honrado; “no Filho” mostra que isso aconteceria por meio de Jesus.
Pense no que essa promessa significava pros discípulos. Jesus estava indo embora, mas eles não ficariam sem acesso ao Pai nem sem a ajuda dele. Poderiam continuar levando seus pedidos a Deus confiando em Jesus. E, quando Jesus agisse, ficaria claro que sua partida não havia interrompido a obra de Deus entre eles.
Mas pedir em nome de Jesus não é simplesmente acrescentar essas palavras no fim de qualquer oração. É pedir confiando nele e reconhecendo sua autoridade. Por isso, a promessa não quer dizer que Jesus realizará todo desejo, seja qual for. O próprio propósito que ele declara — glorificar o Pai — nos ajuda a entender como orar: podemos falar com sinceridade sobre o que precisamos, mas sem tratar Jesus como alguém obrigado a fazer exatamente o que escolhemos. Em 1 João 5:14, lemos que a confiança na oração está ligada a pedir de acordo com a vontade de Deus.
Assim, João 14:13 traz ao mesmo tempo uma promessa e uma direção. A promessa é que Jesus ouve e age em favor dos que recorrem a ele. A direção é que nossas orações não terminem em nós mesmos. Ao recebermos sua ajuda, temos motivo pra agradecer ao Pai e reconhecer que foi por meio do Filho que ele cuidou de nós.