Paulo quis dizer algo bem direto: pra confiar em Jesus, as pessoas precisam saber quem ele é e o que ele fez. E, pra saber disso, precisam que alguém lhes conte. É por isso que anunciar o evangelho importa.
Em Romanos 10, Paulo explica que a salvação é recebida pela fé em Cristo, não por uma tentativa de merecê-la cumprindo a lei de Deus. Ele diz que quem invocar o Senhor será salvo (Romanos 10:9-13). Então faz uma sequência de perguntas: como alguém vai pedir ajuda a Jesus se não crê nele? Como vai crer se não ouviu falar dele? E como vai ouvir se ninguém anunciar a mensagem? (Romanos 10:14-15).
Nesse trecho, *pregar* é anunciar as boas notícias sobre Jesus: sua morte, sua ressurreição e a salvação que Deus oferece por meio dele. Paulo não está dizendo que qualquer conversa religiosa produz fé. A pessoa precisa ouvir a mensagem sobre Cristo. Por isso, ele conclui que a fé vem por ouvir essa mensagem (Romanos 10:17).
Isso não quer dizer que todo mundo que ouve vai crer. O próprio Paulo reconhece que alguns ouviram as boas notícias e não as aceitaram (Romanos 10:16). A tarefa de quem anuncia não é fazer alguém crer à força, mas comunicar a mensagem com fidelidade.
Também não devemos entender “pregador” como se Paulo estivesse falando apenas de alguém que ocupa um púlpito. Em Romanos 10:15, ele destaca a importância de pessoas serem enviadas pra anunciar as boas notícias. Há um trabalho especial de pregadores e missionários, mas um cristão também pode falar de Jesus a um amigo, familiar ou colega. O importante no argumento de Paulo é que a mensagem chegue às pessoas.
Assim, a pergunta “como poderão ouvir sem pregador?” nos lembra de duas coisas: ninguém deve ser deixado sem conhecer as boas notícias por falta de quem as anuncie; e nós podemos compartilhá-las com clareza, gentileza e respeito, como orienta 1 Pedro 3:15-16.