A Ordem DeMolay é uma organização juvenil ligada à maçonaria. Ela reúne jovens em grupos chamados capítulos e procura ensinar liderança, serviço à comunidade, respeito à família e responsabilidade. Seus encontros também incluem cerimônias e símbolos. A ordem foi criada em 1919, nos Estados Unidos, por Frank S. Land, um maçom. Seu nome é uma homenagem a Jacques de Molay, último grão-mestre dos Cavaleiros Templários. Isso, por si só, não significa que os templários tenham fundado a maçonaria.
A dúvida mais importante pra uma família cristã costuma ser outra: participar da DeMolay combina com seguir a Jesus? Pra responder, não basta dizer que a organização faz boas ações, nem basta condená-la por sua ligação com a maçonaria. É preciso olhar para aquilo que o jovem aprende, pratica e se compromete a fazer.
A DeMolay não é uma igreja e não exige que seus membros sejam cristãos. Ela pede crença em Deus ou em um Ser Supremo, mas acolhe jovens de diferentes religiões. Isso explica por que a Bíblia pode estar presente numa cerimônia sem que a organização esteja ensinando que Jesus é o único caminho para Deus. Pra um cristão, essa diferença importa muito. A Bíblia não apresenta Jesus apenas como alguém que ajuda a formar bons valores: ela ensina que é por meio dele que conhecemos o Pai e recebemos a salvação (João 14:6; Atos 4:12).
Também é importante não confundir duas coisas. Aprender cortesia, fidelidade e disposição pra servir é bom. Mas desenvolver essas qualidades não resolve, por si só, o problema do pecado. Segundo Romanos 3:20-24, ninguém é declarado justo diante de Deus por conseguir cumprir um padrão de boas obras; precisamos da graça de Deus, recebida por meio de Cristo. Isso não quer dizer que a DeMolay prometa salvação pelas boas ações. Quer dizer que sua formação moral, por melhor que seja em certos aspectos, não substitui o evangelho.
Há ainda a questão dos compromissos feitos nas cerimônias. Antes de assumir qualquer juramento, o cristão precisa saber exatamente o que está prometendo. Ele não deve afirmar diante de Deus algo que contrarie sua fé, nem tratar como equivalentes crenças sobre Deus que se contradizem. Jesus ensinou seus seguidores a levar a palavra dada a sério (Mateus 5:33-37). Por isso, não seria prudente entrar numa cerimônia sem conhecer seus termos atuais e o que se espera do participante.
Às vezes, 2 Coríntios 6:14-18 é usado pra dizer que um cristão nunca pode fazer parte de um grupo com pessoas de outras religiões. Essa conclusão vai além do que o texto exige: conviver e trabalhar com quem não compartilha nossa fé faz parte da vida. A questão é que tipo de vínculo estamos assumindo. Se a participação exige práticas ou compromissos religiosos incompatíveis com a fé em Cristo, a advertência de Paulo se torna relevante.
Então, a Ordem DeMolay é uma organização juvenil de formação moral e cívica, com vínculos maçônicos e uma linguagem religiosa ampla, aberta a pessoas de diferentes crenças. Ela não deve ser confundida com um grupo cristão de discipulado. Uma família cristã fará bem em examinar as cerimônias e os compromissos concretos antes de decidir. Se eles pedirem ao jovem que afirme ou pratique algo contrário ao que crê sobre Deus e Jesus, a decisão coerente é não participar.