A Ordem Cisterciense é uma comunidade de monges e monjas da Igreja Católica. Ela surgiu em 1098, quando um grupo de monges saiu da abadia de Molesme e fundou um novo mosteiro em Cîteaux, na França. Eles queriam viver de maneira mais fiel à Regra de São Bento, um conjunto de orientações para a vida monástica. Na prática, buscavam uma rotina mais simples, com oração, trabalho e vida em comunidade.
Com o tempo, a ordem cresceu e passou por mudanças. Hoje, há dois ramos principais: a Ordem Cisterciense e a Ordem Cisterciense da Estrita Observância. Os membros deste segundo ramo são conhecidos como trapistas, por causa de um mosteiro chamado La Trappe. Ambos incluem comunidades de homens e de mulheres.
A pergunta mais importante, do ponto de vista bíblico, é se esse modo de vida é algo que Deus exige dos cristãos. Não é. A Bíblia incentiva a oração, o trabalho honesto, a generosidade e o cuidado mútuo. Em Atos 2:42–47 e 4:32–35, por exemplo, vemos os primeiros cristãos compartilhando o que tinham e ajudando uns aos outros. Mas esses textos não dizem que todo cristão precisa morar num mosteiro ou entrar numa ordem religiosa.
Também é importante distinguir uma escolha de vida de uma maneira de tentar obter a salvação. Uma pessoa pode escolher uma rotina de oração e simplicidade por desejar servir a Deus. Mas nenhuma rotina, por mais disciplinada que seja, pode torná-la justa diante dele. Tito 3:5 ensina que Deus nos salva por sua misericórdia, não pelas boas obras que fazemos.
Portanto, a Ordem Cisterciense é uma tradição monástica cristã nascida de um desejo de viver com mais simplicidade e disciplina. Podemos reconhecer o valor de práticas como oração e serviço sem concluir que a Bíblia exige a vida monástica — e sem presumir que todo cisterciense confia nessas práticas pra ser salvo.