As orações de Jesus mostram que orar é mais do que pedir ajuda quando aparece um problema. Ele falava com o Pai em momentos comuns, antes de decisões importantes, quando estava alegre e também quando sofria. Ao observar essas orações, aprendemos a buscar a Deus com frequência, agradecer, pedir pelos outros e confiar na vontade dele.
Jesus costumava se afastar para orar a sós (Lucas 5:16). Isso chama a atenção porque ele é o Filho de Deus. Durante sua vida na terra, porém, viveu em constante comunhão com o Pai. Antes de escolher os doze apóstolos, passou a noite em oração (Lucas 6:12-13). Seu exemplo nos ensina a não deixar a oração apenas para as emergências. Também podemos buscar a Deus antes de tomar decisões e ao longo da vida cotidiana.
Mas o que dizer quando não sabemos por onde começar? Jesus também ensinou seus discípulos a orar. Na oração conhecida como Pai Nosso, ele mostra que podemos nos dirigir a Deus como Pai, dar importância à sua vontade e apresentar necessidades bem concretas: o alimento de cada dia, o perdão e a ajuda pra não ceder à tentação (Mateus 6:9-13). Não precisamos encontrar palavras impressionantes. Podemos falar com Deus sobre o que realmente importa.
Jesus não orava só por si. Na noite anterior à sua morte, ele orou pelos discípulos e também pelas pessoas que viriam a crer nele depois. Pediu que o Pai os guardasse, os ajudasse a viver de acordo com a verdade e os mantivesse unidos (João 17:11, 15-21). Isso nos lembra de incluir outras pessoas nas nossas orações, especialmente quando sabemos das dificuldades que enfrentam.
A oração de Jesus no jardim do Getsêmani nos ensina algo especialmente importante. Diante da morte que se aproximava, ele contou ao Pai o que desejava, mas se dispôs a cumprir a vontade dele (Mateus 26:39). Confiar em Deus não significa esconder o medo ou a tristeza. Podemos dizer com sinceridade o que estamos sentindo e pedir o que desejamos, sem deixar de buscar a vontade dele.
Jesus fez isso até na cruz. Em meio ao sofrimento, dirigiu-se a Deus e, antes de morrer, entregou seu espírito aos cuidados do Pai (Lucas 23:46). Suas orações não nos prometem uma vida sem dor. Elas mostram a quem recorrer mesmo quando a dor não passa imediatamente.
Há ainda um consolo que vai além do exemplo de Jesus: a Bíblia diz que ele, ressuscitado, intercede pelos que se aproximam de Deus por meio dele (Hebreus 7:25; Romanos 8:34). Assim, aprendemos com Jesus a orar — e podemos nos aproximar de Deus sabendo que o próprio Jesus continua a agir em favor dos seus.