A resposta mais provável é Roma. Cristãos dos primeiros séculos afirmavam que Paulo foi morto ali durante o governo do imperador Nero. Mas há uma distinção importante: a Bíblia não conta a morte de Paulo. Por isso, podemos dizer que Roma é o local apontado pela tradição antiga, não um local confirmado por um relato bíblico da execução.
O livro de Atos termina com Paulo vivo, em Roma, depois de ter chegado à cidade como prisioneiro. Ele passou dois anos numa casa alugada, recebendo pessoas e ensinando sobre Jesus (Atos 28:16, 30–31). O relato termina nesse ponto, sem dizer o que aconteceu com ele depois.
Já em sua segunda carta a Timóteo, Paulo fala como alguém que espera morrer em breve. Ele menciona sua prisão, diz que já havia apresentado uma defesa e pede que Timóteo vá vê-lo logo (2 Timóteo 1:16–17; 4:6–9, 16). A carta não diz expressamente que essa prisão era em Roma nem descreve sua morte.
É aí que entram os testemunhos antigos. Escritores cristãos dos primeiros séculos ligaram o martírio de Paulo a Roma, no tempo de Nero. Mais tarde, também se difundiu a tradição de que ele foi decapitado. Esses relatos ajudam a entender por que Roma é a resposta geralmente dada, mas os detalhes da execução não vêm do Novo Testamento.
Então, se alguém perguntar onde Paulo morreu, a resposta simples é: ao que tudo indica, em Roma, por causa de sua fé em Cristo. O que não sabemos pelas Escrituras é o dia, o lugar exato ou como sua execução aconteceu.