Omnismo é a ideia de que há verdade em todas as religiões. Quem adota essa visão é chamado de omnista. Isso não significa, necessariamente, que a pessoa aceite tudo o que cada religião ensina. Em geral, o omnista entende que religiões diferentes têm algo verdadeiro a oferecer e que nenhuma deveria ser descartada por completo.
Essa ideia pode parecer convincente porque religiões diferentes às vezes ensinam coisas parecidas. Muitas, por exemplo, incentivam a generosidade e condenam a mentira. Um cristão pode reconhecer o valor desses ensinamentos sem dificuldade. A questão aparece quando as religiões dão respostas diferentes à mesma pergunta: quem é Deus? Quem é Jesus? Como uma pessoa pode ser salva?
Nesses pontos, não basta dizer que todas estão certas. Se Jesus é o único caminho ao Pai, como ele afirmou em João 14:6, ele não pode ser, ao mesmo tempo, apenas um caminho entre vários. Os primeiros cristãos também anunciaram que a salvação é encontrada nele (Atos 4:12). Essas afirmações fazem parte da fé cristã; não são detalhes que se possa retirar sem mudar sua mensagem.
Isso não quer dizer que um cristão precise desprezar quem crê de outro modo. Podemos ouvir com respeito, conviver em paz e reconhecer aquilo que é verdadeiro no que outra pessoa diz. O próprio Paulo, ao conversar com pessoas de outras crenças em Atenas, levou suas perguntas religiosas a sério, mas também explicou em que sua mensagem sobre Deus e Jesus era diferente (Atos 17:22-31).
Portanto, a resposta depende do que se quer dizer com “acreditar em todas as religiões”. Reconhecer que pode haver verdades em diferentes tradições não é o mesmo que afirmar que todas ensinam a verdade sobre Deus ou levam à salvação da mesma maneira. A primeira ideia pode ser aceita por um cristão. A segunda entra em conflito com o que a Bíblia ensina sobre Jesus.