Ofertório é o momento do culto em que as pessoas entregam suas ofertas. Em algumas igrejas, a palavra também é usada pra falar da música tocada enquanto as ofertas são recolhidas, ou até das próprias ofertas. O sentido exato depende de como cada igreja usa o termo.
Numa igreja evangélica, as ofertas podem ser recebidas durante o culto, no final dele ou de outra maneira. Algumas comunidades passam uma cesta; outras deixam uma caixa disponível. A Bíblia não determina uma cerimônia, uma música nem um horário pra isso. O importante não é a forma da coleta, mas a maneira como a pessoa contribui.
A prática de reunir ofertas tem exemplos no Novo Testamento. Os primeiros cristãos entregavam recursos pra ajudar quem precisava (Atos 4:34-35). Mais tarde, igrejas de outras regiões fizeram uma coleta pra ajudar os cristãos pobres de Jerusalém (Romanos 15:25-26). Paulo também orientou os cristãos de Corinto a separar regularmente aquilo que pudessem contribuir pra essa ajuda (1 Coríntios 16:1-2). Essas passagens mostram o valor da generosidade, mas não estabelecem um roteiro de ofertório pra todos os cultos.
Por isso, a orientação mais importante está em 2 Coríntios 9:7: cada pessoa deve decidir quanto dar, sem agir por pressão, porque Deus ama quem contribui com alegria. Uma oferta não se torna mais agradável a Deus por ser entregue de um jeito específico. O que importa é que seja dada de boa vontade, com generosidade e com o desejo de fazer o bem.
Se você ouvir a palavra numa missa católica, ela terá um uso mais específico: refere-se ao momento em que o pão e o vinho são apresentados durante a celebração da Eucaristia. Portanto, pra entender o que alguém quer dizer com “ofertório”, basta observar o contexto: pode ser o momento da contribuição no culto, a música que o acompanha ou, na missa, a apresentação do pão e do vinho.