Jesus estava explicando a Nicodemos por que uma pessoa precisa nascer de novo. Nicodemos era um mestre religioso, mas Jesus lhe mostrou que conhecer as Escrituras e ter uma vida religiosa não bastava. Ele precisava receber do Espírito de Deus uma vida nova (João 3:1-7).
Foi nesse momento que Jesus falou do vento. Nós não vemos o vento em si, nem controlamos o caminho que ele faz. Mas percebemos que ele está agindo. Assim também é a ação do Espírito Santo: não podemos controlá-la nem observar com os olhos o momento em que ele dá vida nova a alguém, mas podemos perceber seus resultados (João 3:8).
Essa comparação ajuda a entender duas coisas. Primeiro, nascer de novo não é algo que conseguimos produzir só pelo nosso esforço. Jesus distingue o nascimento natural, que recebemos dos nossos pais, da vida espiritual, que vem do Espírito (João 3:6). Segundo, o fato de não vermos essa ação não significa que ela não seja real. Quando alguém passa a confiar em Jesus e sua vida começa a mudar, vemos sinais daquilo que o Espírito está fazendo.
Isso não quer dizer que Jesus estivesse pedindo a Nicodemos que ficasse parado, esperando sentir alguma coisa. Na mesma conversa, Jesus fala sobre crer nele e receber a vida eterna (João 3:14-16). O ponto é que ninguém consegue fabricar o próprio novo nascimento, assim como ninguém consegue fazer o vento soprar.
Portanto, “o vento sopra onde quer” não significa que Deus age sem propósito. Significa que o Espírito Santo age com liberdade, além do nosso controle, para dar a vida nova de que até uma pessoa tão religiosa quanto Nicodemos precisava.