Paulo queria dar aos cristãos um motivo pra tratar as pessoas com bondade, mesmo quando isso fosse difícil: o Senhor está próximo. A frase pode apontar tanto pra volta de Jesus quanto pra sua presença junto aos que confiam nele. No contexto, as duas ideias ajudam a entender o conselho, embora não seja possível afirmar com certeza qual delas Paulo tinha principalmente em mente.
Pouco antes, Paulo havia pedido a Evódia e Síntique, duas mulheres que trabalharam com ele na divulgação do evangelho, que resolvessem seu desentendimento (Filipenses 4:2-3). Em seguida, ele orienta todos a mostrar uma atitude gentil e razoável para com as pessoas (Filipenses 4:5). Isso não quer dizer concordar com tudo ou fingir que um problema não existe. Quer dizer não insistir nos próprios direitos de maneira dura e saber tratar o outro com consideração.
Se Paulo está falando da volta de Jesus, o sentido é: vivam dessa maneira porque o Senhor virá. A carta já havia lembrado aos filipenses que eles aguardavam Cristo (Filipenses 3:20-21). Saber que ele voltará ajuda o cristão a não tratar uma disputa como se vencer a discussão fosse o mais importante de tudo. Mas isso não significa que Paulo estivesse marcando uma data ou prometendo que Jesus voltaria dentro de poucos anos. A orientação de Jesus é estar preparado, porque não sabemos quando ele virá (Mateus 24:42-44).
Também é possível entender a frase como um lembrete de que o Senhor está perto do seu povo agora. Essa leitura combina com o que Paulo diz logo depois: em vez de viver dominados pela ansiedade, os cristãos podem apresentar suas preocupações a Deus em oração (Filipenses 4:6-7). Eles não precisam enfrentar sozinhos seus conflitos e suas aflições.
Então a mensagem prática é clara, mesmo que a frase permita essas duas leituras: podemos agir com gentileza e levar nossas preocupações a Deus porque Jesus não é indiferente à nossa vida. Ele está com os seus, e sua volta continua sendo uma esperança pra eles.