Jesus não estava prometendo atender qualquer desejo nosso, desde que terminássemos a oração dizendo “em nome de Jesus”. Ele estava ensinando seus discípulos a pedir com confiança aquilo que está de acordo com sua vontade e com a obra que lhes confiou.
Em João 14:12-14, Jesus está se despedindo dos discípulos. Logo eles não o veriam mais como antes, mas isso não significava que ficariam sozinhos ou que sua obra terminaria. Jesus lhes diz que continuariam essa obra e promete agir em resposta às orações feitas em seu nome. Ele também explica o propósito disso: que o Pai seja glorificado por meio do Filho.
Pedir em nome de Jesus é ir a Deus por causa de quem Jesus é, confiando nele. Também é pedir como alguém que deseja seguir seus ensinamentos. Por isso, a expressão não funciona como uma senha. Uma pessoa pode pronunciar as palavras “em nome de Jesus” e, ainda assim, pedir algo contrário ao que Jesus ensina. Tiago 4:3, por exemplo, alerta que há pedidos motivados pelo desejo de satisfazer os próprios interesses.
Mas isso não quer dizer que só podemos orar por assuntos que parecem grandes ou espirituais. Podemos apresentar a Deus nossas necessidades e preocupações. A diferença está em não tratar a oração como uma maneira de obrigá-lo a fazer a nossa vontade. O próprio Jesus, ao orar antes de ser preso, falou ao Pai sobre o que desejava e se colocou sob a vontade dele (Lucas 22:42). Mais tarde, João escreveu que temos confiança de que Deus nos ouve quando pedimos de acordo com a vontade dele (1 João 5:14).
Então, o “tudo” da promessa não está separado das palavras “em meu nome” nem do propósito que Jesus declarou. Podemos pedir com confiança, sabendo que Jesus age em favor dos seus. Ao mesmo tempo, podemos ser sinceros sobre o que desejamos e confiar a Deus a resposta, mesmo quando ela não for a que esperávamos.