Significa que Deus tem autoridade sobre tudo o que criou. Nada é mais poderoso do que ele, e seus planos não podem ser impedidos. A Bíblia diz que ele criou o mundo, conhece todas as coisas e governa sobre os reinos humanos (Gênesis 1:1; Salmo 147:5; Daniel 4:35).
Mas isso não quer dizer que Deus aprove tudo o que acontece. Pessoas fazem escolhas más, e a Bíblia as considera responsáveis por isso. Deus não tenta ninguém a pecar (Tiago 1:13). Então, quando alguém pratica uma injustiça, não devemos dizer que Deus praticou aquela injustiça. Ele poderia impedi-la, mas nem sempre escolhe fazer isso. Permitir algo não é o mesmo que aprovar ou causar esse algo.
A história de José ajuda a entender essa diferença. Seus irmãos o venderam como escravo e fizeram isso por maldade. Anos depois, José reconheceu que Deus havia usado o que aconteceu pra preservar muitas vidas (Gênesis 50:20). A maldade continuava sendo dos irmãos; o bem que Deus realizou não tornou certa a atitude deles.
A morte de Jesus mostra isso de maneira ainda mais profunda. Pedro disse que Jesus foi entregue conforme o propósito de Deus e, ao mesmo tempo, responsabilizou aqueles que o crucificaram (Atos 2:23). Deus não perdeu o controle naquele momento, mas isso também não desculpou o pecado das pessoas envolvidas.
Cristãos que levam a Bíblia a sério entendem de maneiras diferentes *como* o governo de Deus se relaciona com cada escolha humana. Há debate sobre até que ponto ele determina os acontecimentos e sobre como permite decisões livres. O ponto comum é este: Deus governa de verdade, e as pessoas continuam responsáveis pelo que fazem.
Por isso, confiar na soberania de Deus não é dizer que toda dor é boa, nem fingir que sabemos por que ele permitiu cada coisa. É saber que o mal não está acima dele e que ele é capaz de cumprir seus propósitos mesmo num mundo em que acontecem coisas que ele condena.