Um sínodo é uma reunião de líderes e representantes de uma igreja para conversar sobre assuntos importantes e tomar decisões. Eles podem tratar, por exemplo, de uma dúvida sobre o ensino cristão, de regras para a vida da igreja ou da solução de um conflito. Dependendo da denominação, um sínodo pode reunir pessoas de uma região, de um país ou de vários lugares do mundo.
A Bíblia não manda que toda igreja tenha um órgão chamado “sínodo”. Mas ela mostra cristãos se reunindo para resolver questões que afetavam várias comunidades. Em Atos 15, surgiu uma dúvida séria: os não judeus que criam em Jesus precisavam seguir a lei de Moisés para ser salvos? Os apóstolos e os presbíteros se reuniram em Jerusalém, ouviram o que estava acontecendo, consideraram as Escrituras e comunicaram sua decisão às igrejas. Essa reunião costuma ser chamada de Concílio de Jerusalém. Ela não era um sínodo nos moldes das instituições atuais, mas ajuda a entender por que igrejas fazem reuniões desse tipo.
Ao longo da história, sínodos e concílios discutiram questões muito diferentes. O Concílio de Niceia, em 325, tratou de uma controvérsia sobre quem é Jesus Cristo. Muitos séculos depois, o Sínodo de Dort, realizado entre 1618 e 1619, debateu divergências sobre a salvação dentro da tradição reformada. Nem todas as igrejas aceitam todas as decisões tomadas nessas reuniões, e a autoridade de um sínodo varia conforme a denominação.
Então, a ideia é simples: um sínodo é uma forma de a igreja deliberar em conjunto. Para os cristãos que reconhecem a Bíblia como autoridade para a fé, suas decisões precisam ser examinadas à luz das Escrituras. Reunir líderes pode ajudar a igreja a buscar unidade e lidar com problemas difíceis, mas a reunião, por si só, não torna uma decisão correta.