Um rito é uma ação feita de um jeito estabelecido, geralmente numa cerimônia. Pode ser religioso, como o batismo, mas não precisa ser: um grupo também pode ter um rito pra receber novos membros. Quando falamos de *ritual*, geralmente estamos falando da sequência de ações que faz parte de um rito.
Na Bíblia, alguns ritos foram ordenados por Deus ao povo de Israel. No Dia da Expiação, por exemplo, o sumo sacerdote seguia instruções específicas: oferecia sacrifícios pelos pecados, entrava no lugar mais sagrado do santuário com o sangue de uma oferta e, depois, confessava os pecados do povo sobre um bode que era enviado ao deserto (Levítico 16). Essas ações ensinavam aos israelitas a seriedade do pecado e a necessidade de perdão.
Mas os sacrifícios não eram capazes, por si mesmos, de tirar os pecados. A carta aos Hebreus explica que eles pertenciam à antiga aliança e aponta pra Jesus: ele ofereceu a si mesmo uma vez por todas, fazendo o que aqueles sacrifícios não podiam fazer (Hebreus 9:9-15; 10:1-10). Por isso, os cristãos não precisam repetir os ritos de sacrifício da Lei de Moisés.
Isso não quer dizer que toda prática feita de uma forma definida seja ruim. Jesus mandou seus discípulos batizar e ensinou que continuassem celebrando a Ceia do Senhor (Mateus 28:19; Lucas 22:19). Igrejas também costumam seguir uma ordem nas reuniões e manter outras práticas. O importante é não pensar que cumprir uma cerimônia, por si só, garante a aprovação de Deus. Em João 4:23-24, Jesus ensina que a adoração verdadeira envolve o Espírito e a verdade.
Então, a resposta é simples: rito é uma ação cerimonial feita de uma forma estabelecida. Ele pode ajudar a lembrar e expressar algo importante, mas não substitui a fé em Cristo nem uma adoração sincera a Deus.