Pastor Antônio Junior

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O que é o Hamas, e como um cristão deve enxergá-lo?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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O Hamas é um movimento político e armado palestino, de orientação islâmica, fundado em 1987. Seu nome significa “Movimento de Resistência Islâmica”. Ele atua principalmente na Faixa de Gaza, território palestino onde assumiu o controle em 2007, e também tem presença na Cisjordânia. Além do seu braço armado, desenvolve atividades políticas e sociais.

O grupo se apresenta como parte da luta dos palestinos contra Israel. Isso ajuda a entender por que surgiu, mas não justifica atacar civis. O Hamas realizou atentados, lançou foguetes contra áreas habitadas de Israel e, no ataque de 7 de outubro de 2023, matou civis e levou pessoas como reféns. Por causa de ações como essas, diversos países o classificam como organização terrorista.

Também é importante entender seu objetivo político sem simplificá-lo. A carta de fundação do Hamas, de 1988, defendia a destruição de Israel e continha declarações antissemitas. Um documento publicado pelo grupo em 2017 passou a distinguir judeus, como povo e religião, do sionismo, o movimento político ligado à criação e à defesa de Israel. Esse documento admitiu a possibilidade de um Estado palestino nas fronteiras de 1967 como forma de acordo entre palestinos, mas não reconheceu o direito de Israel existir como Estado.

Nada disso significa que todo palestino apoie o Hamas, nem que todo muçulmano concorde com ele. Palestinos e israelenses também não devem ser confundidos com as decisões de seus governantes ou grupos armados. São pessoas, famílias e crianças que sofrem as consequências da violência.

A Bíblia não fala do Hamas, que é um grupo moderno. Mas ela dá princípios claros pra avaliar suas ações: a vida humana tem valor porque Deus criou as pessoas à sua imagem (Gênesis 1:27); matar inocentes é errado (Êxodo 20:13); e não devemos responder ao mal praticando o mal (Romanos 12:17-21). Por isso, um cristão pode reconhecer o sofrimento do povo palestino e desejar justiça pra ele sem apoiar ataques contra civis israelenses. E pode condenar esses ataques sem deixar de se importar com a vida dos civis palestinos.