A segunda morte é o julgamento final de quem não recebe a vida que Deus oferece em Cristo. Apocalipse usa esse nome pra falar do destino daqueles cujos nomes não estão no livro da vida e o identifica com o “lago de fogo” (Apocalipse 20:14-15; 21:8).
Ela é chamada de *segunda* porque não é a morte física, que conhecemos agora. Em Apocalipse 20, os mortos comparecem diante de Deus pra ser julgados. Assim, a primeira morte não encerra a história: depois dela, vem o julgamento. A segunda morte é o destino final dos que são condenados nesse julgamento.
A imagem do lago de fogo mostra a seriedade e o caráter definitivo dessa condenação. Apocalipse também deixa claro quem não precisa temê-la: Jesus promete que a segunda morte não fará mal àqueles que permanecem fiéis a ele (Apocalipse 2:11). Mais adiante, o livro diz que ela não tem poder sobre os que participam da vida que Deus lhes dá (Apocalipse 20:6).
Isso não quer dizer que essas pessoas nunca pecaram. Apocalipse 21:8 menciona pecados graves ao falar da segunda morte, mas a esperança do cristão não está em afirmar que nunca fez nada errado. Está em Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou pra nos reconciliar com Deus. É nele que encontramos perdão e vida (João 3:16-18; 1 João 5:11-12).
Cristãos que levam a Bíblia a sério entendem de maneiras diferentes como será a experiência dessa condenação final. Alguns defendem que ela envolve sofrimento consciente sem fim; outros entendem que os condenados serão destruídos definitivamente. Mas o ponto central da pergunta é claro: a segunda morte não é outra morte física comum. É o julgamento final, do qual Cristo salva aqueles que pertencem a ele.