Paulo está dizendo que o pecado é o que torna a morte tão grave para nós. Morrer já é doloroso: significa deixar esta vida e as pessoas que amamos. Mas a preocupação de Paulo vai além disso. O pecado nos coloca diante de Deus como pessoas que precisam responder pelo que fizeram. É nesse sentido que ele chama o pecado de “aguilhão” da morte: aquilo que faz com que ela nos atinja.
Essa ligação começa no relato bíblico sobre a entrada do pecado no mundo. Paulo explica que o pecado veio por meio de Adão e que, com ele, veio a morte (Romanos 5:12). Ele também ensina que a morte é a consequência do pecado (Romanos 6:23). Por isso, em 1 Coríntios 15, a morte não aparece como uma parte inofensiva da vida, mas como uma inimiga que precisa ser vencida (1 Coríntios 15:26).
No mesmo versículo, Paulo acrescenta que a lei dá força ao pecado. Isso não quer dizer que a lei de Deus seja má. A lei mostra o que Deus requer e deixa claro quando desobedecemos. Ela revela nosso pecado, mas não consegue, por si só, nos livrar dele. Assim, Paulo junta três coisas que precisamos entender: o pecado nos torna culpados, a lei deixa essa culpa evidente, e a morte é a consequência do pecado (veja também Romanos 7:7-13).
A boa notícia é que Paulo não termina aí. Ele agradece a Deus pela vitória que recebemos por meio de Jesus Cristo (1 Coríntios 15:57). Jesus morreu pelos pecadores e ressuscitou. Por causa dele, quem confia nele pode receber perdão e não precisa enfrentar a morte como alguém sem esperança de vida com Deus (Romanos 8:1; 1 Coríntios 15:20-22).
Isso não significa que os cristãos deixam de morrer agora. Significa que a morte não terá a palavra final sobre eles. Paulo está falando da ressurreição futura, quando Deus dará aos que pertencem a Cristo uma vida que a morte não poderá tirar (1 Coríntios 15:51-54). O pecado é o aguilhão da morte; Cristo, ao tratar do nosso pecado e vencer a morte, é a razão pela qual esse aguilhão não representa a derrota final de quem crê nele.