É uma maneira de explicar por que precisamos de Jesus e o que ele fez por nós. As “más notícias” mostram o nosso problema diante de Deus. As “boas notícias” mostram a resposta de Deus para esse problema. As duas partes são importantes, mas o objetivo não é assustar alguém: é ajudá-lo a entender a salvação que Jesus oferece.
As más notícias são que todos nós pecamos (Romanos 3:23). Pecar não é apenas cometer erros graves que outras pessoas conseguem ver. É também viver de um jeito contrário à vontade de Deus. Isso nos torna culpados diante dele, e não conseguimos apagar essa culpa por nossos próprios esforços. A Bíblia diz que o pecado leva à morte e que haverá julgamento (Romanos 6:23; Hebreus 9:27). Por isso, a mensagem cristã não é simplesmente “tente ser uma pessoa melhor”.
As boas notícias são que Deus não nos deixou sem saída. Jesus, o Filho de Deus, veio ao mundo, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou (João 3:16; 1 Coríntios 15:3-4). Por meio dele, Deus oferece perdão e vida eterna. Essa salvação é um presente da graça de Deus, não um prêmio por bom comportamento (Efésios 2:8-9).
Ao compartilhar o evangelho, portanto, podemos explicar com clareza e respeito: pecamos e precisamos de perdão; Jesus morreu e ressuscitou para nos salvar; somos chamados a nos arrepender e confiar nele (Marcos 1:15; Romanos 10:9). Arrepender-se é reconhecer o pecado e se voltar para Deus. Confiar em Jesus é depender dele, e não dos próprios méritos, para ser aceito por Deus.
Se falarmos só do pecado e do julgamento, a pessoa pode não chegar a ouvir a esperança que Deus oferece. Se falarmos só do amor de Deus, sem explicar o pecado, ela pode não entender por que Jesus precisou morrer. A abordagem das “más notícias e boas notícias” procura apresentar a mensagem inteira: nossa necessidade é real, e a salvação oferecida em Cristo também é.