Lameque vivia do trabalho numa terra difícil de cultivar. Ao dar o nome de Noé a seu filho, ele disse que aquele menino traria alívio do trabalho penoso causado pela terra que Deus havia amaldiçoado (Gênesis 5:28-29). Essa fala aponta pra um problema antigo: depois que Adão desobedeceu a Deus, cultivar a terra passou a exigir muito esforço (Gênesis 3:17-19).
O nome Noé está ligado à ideia de descanso, enquanto as palavras de Lameque falam de consolo ou alívio. O texto não explica exatamente como Lameque esperava que o filho trouxesse esse alívio. Pode ser que ele pensasse na ajuda que Noé daria à família quando crescesse. Também é possível que esperasse algo maior do que ajuda no trabalho. Mas Gênesis não diz que Lameque recebeu uma revelação sobre o futuro do menino, então não dá pra afirmar que ele conhecia o que Noé faria.
Olhando pra história que vem depois, entendemos por que essa esperança chama atenção. Noé viveu num tempo de grande maldade, mas andou com Deus e obedeceu à ordem de construir a arca. Por meio dela, Deus preservou Noé, sua família e os animais durante o dilúvio (Gênesis 6:5-9, 18-22; 7:13-16). Depois, Deus prometeu que nunca mais destruiria toda a vida por meio de um dilúvio e deu o arco-íris como sinal dessa promessa (Gênesis 9:11-17).
Assim, a resposta mais segura é esta: Lameque esperava que Noé trouxesse alívio pra uma vida marcada pelo trabalho difícil. A Bíblia não conta tudo o que ele tinha em mente. O que ela mostra depois é que Deus usou Noé pra preservar vidas e permitir um novo começo após o dilúvio.