Paulo usa essa expressão pra dizer que ninguém ficará fora do reconhecimento da autoridade de Jesus. Ele fala dos céus, da terra e debaixo da terra pra abranger toda a criação, não pra ensinar que existem três lugares onde as pessoas vivem.
O contexto ajuda a entender por quê. Em Filipenses 2:5–8, Paulo apresenta Jesus como exemplo de humildade: ele assumiu a condição humana, serviu e foi obediente até morrer na cruz. Em seguida, Paulo diz que Deus o exaltou. Por isso, todo joelho se dobrará diante dele e toda língua reconhecerá que Jesus Cristo é Senhor (Filipenses 2:9–11).
Os que estão nos céus incluem os seres celestiais. Os que estão na terra incluem as pessoas que vivem aqui. A expressão debaixo da terra aponta, mais naturalmente, para o mundo dos mortos. Alguns entendem que ela pode incluir também os espíritos malignos. O ponto principal, porém, não depende de definir exatamente cada grupo: nenhum ser está fora da autoridade de Cristo.
Há ainda uma ligação importante com Isaías 45:23. Ali, o próprio Deus declara que todo joelho se dobrará diante dele. Ao usar essa linguagem pra falar de Jesus, Paulo mostra a grandeza da honra que Jesus receberá.
Isso não quer dizer que todos serão salvos. Filipenses afirma que todos reconhecerão quem Jesus é; não diz que todos farão isso com fé e alegria. Quem pertence a Cristo o reconhece como Senhor com gratidão. Outros também terão de reconhecer sua autoridade, mesmo que a tenham rejeitado.
Assim, a resposta é simples: “nos céus, na terra e debaixo da terra” significa que a autoridade de Jesus alcança toda a criação, inclusive os vivos e os mortos. Paulo usa essa expressão pra deixar claro que, no fim, todos reconhecerão que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai.