A Bíblia não menciona a necrofilia pelo nome. Mesmo assim, seus ensinamentos permitem responder com clareza: praticar um ato sexual com o corpo de uma pessoa morta é pecado. Isso desrespeita o corpo de quem morreu e contraria o lugar que Deus deu à relação sexual.
Na Bíblia, a relação sexual pertence ao casamento entre pessoas vivas, numa união de cuidado e compromisso (Gênesis 2:24; 1 Coríntios 7:2-5). Um cadáver não pode participar dessa relação. E, se a pessoa falecida era o cônjuge de quem pratica o ato, isso não muda a resposta: a morte encerra o vínculo do casamento (Romanos 7:2-3).
A Bíblia também ensina a tratar os mortos com respeito. Nos relatos bíblicos, cuidar do corpo e providenciar o sepultamento são atitudes de honra, como vemos no enterro de Jesus (João 19:38-42). Usar sexualmente o corpo de alguém vai na direção contrária.
Às vezes, Números 19:11-16 é usado pra responder a essa pergunta, porque diz que tocar num cadáver tornava a pessoa impura segundo a lei dada a Israel. Mas essa passagem, sozinha, não prova que a necrofilia é pecado. Quem tocava num corpo pra prepará-lo pro enterro também precisava passar pelo ritual de purificação. Essa impureza era uma condição religiosa prevista naquela lei; não significava que todo contato com um morto fosse moralmente errado.
Portanto, a resposta não depende de um versículo que cite especificamente a necrofilia. Ela vem do que a Bíblia ensina sobre o propósito da relação sexual, o fim do casamento com a morte e o respeito devido ao corpo de quem morreu. E, como acontece com outros pecados, a resposta cristã inclui o chamado ao arrependimento e a possibilidade de perdão em Cristo (1 João 1:9).