Significa que Jesus, o Filho de Deus, nasceu como ser humano em meio ao povo de Israel e viveu sujeito à lei que Deus havia dado àquele povo. Ele não veio apenas ensinar essa lei. Viveu de acordo com ela e cumpriu aquilo que nós não conseguiríamos cumprir.
Paulo explica o motivo em Gálatas 4:4-5: Deus enviou seu Filho, nascido de mulher e nascido sob a lei, pra resgatar os que estavam sob a lei e fazer deles filhos de Deus. As duas expressões são importantes. “Nascido de mulher” mostra que Jesus se tornou verdadeiramente humano. “Nascido sob a lei” mostra a situação em que ele entrou: a vida de um judeu, com os deveres estabelecidos pela lei de Deus.
Isso aparece desde o começo da vida de Jesus. Ele foi circuncidado no oitavo dia, e seus pais o apresentaram no templo conforme a lei exigia (Lucas 2:21-24). Mais tarde, Jesus disse que não tinha vindo acabar com a lei, mas cumpri-la (Mateus 5:17). Sua obediência não se limitou a cerimônias: ele viveu sem pecado (Hebreus 4:15).
Mas por que isso era necessário? A lei de Deus é boa; o problema está em nós. Ela mostra o que é certo, mas também deixa claro que pecamos e não podemos obter, por nossa própria obediência, uma posição justa diante de Deus (Romanos 3:20; 7:12). Jesus entrou nessa condição humana, obedeceu ao Pai e, na cruz, tomou sobre si a condenação ligada ao pecado. É por isso que Paulo diz que Cristo nos resgatou da maldição da lei (Gálatas 3:13).
Então, nascer “sob a lei” não quer dizer que Jesus fosse pecador ou que precisasse ser salvo. Quer dizer que ele se colocou no lugar de pessoas que precisavam de salvação. Ele cumpriu a lei sem desobedecer a Deus e morreu por pecadores. Por meio da fé nele, não precisamos tentar conquistar a aceitação de Deus cumprindo a lei: somos recebidos como seus filhos (Gálatas 2:16; 4:5).