Depende do que a pessoa quer dizer com “ateu”. Um bebê ainda não crê em Deus, mas também não concluiu que Deus não existe. Ele simplesmente ainda não consegue pensar sobre essa questão. Por isso, no sentido comum da palavra — alguém que não acredita na existência de Deus — não faz sentido dizer que todo mundo nasce ateu.
Às vezes, porém, “ateu” é usado num sentido mais amplo: qualquer pessoa que não tenha uma crença em Deus. Com essa definição, alguém pode dizer que um bebê é ateu porque ainda não crê. Mas isso diz muito pouco sobre o bebê. Ele também não tem uma opinião formada sobre quase nada. A falta de uma crença na infância não mostra que a pessoa nasceu convencida de que Deus não existe, nem que foi feita pra rejeitar a fé.
E o que a Bíblia diz? Ela não dá um nome à posição religiosa dos recém-nascidos. O que ela ensina é que Deus criou os seres humanos e que é possível conhecer algo sobre ele por meio do mundo que fez (Romanos 1:19-20). Esse texto, no entanto, não está dizendo que um bebê já entende quem Deus é. Ele fala da responsabilidade humana diante daquilo que Deus tornou conhecido.
Eclesiastes 3:11 também diz que Deus colocou a eternidade no coração humano. O versículo ajuda a entender por que as pessoas fazem perguntas sobre a vida que vão além das necessidades do dia a dia. Mas ele não prova que todos nascem com uma crença definida em Deus.
Então a resposta mais clara é esta: nascemos sem uma opinião formada sobre a existência de Deus. À medida que crescemos, passamos a lidar com essa pergunta, e as pessoas chegam a respostas diferentes. Pela Bíblia, a ausência de crença num recém-nascido não deve ser confundida com uma rejeição consciente de Deus.