Significa que quem crê em Jesus não depende de cumprir a Lei dada a Moisés pra ser aceito por Deus. Também não está mais sujeito à condenação que a desobediência àquela lei trazia. Mas isso não quer dizer que o cristão pode viver de qualquer jeito.
Deus deu a Lei a Israel. Nela havia mandamentos sobre adoração, sacrifícios, alimentação, a vida do povo e a maneira de tratar as outras pessoas. A Lei mostrava o que Deus exigia, mas não conseguia tornar ninguém justo diante dele. O problema não estava na Lei; estava nas pessoas, que não a obedeciam perfeitamente. Por isso Paulo diz que ninguém é declarado justo por cumprir a Lei, mas pela fé em Jesus Cristo (Gálatas 2:16).
É nesse sentido que Cristo é o “fim da lei” para quem crê, como Paulo ensina em Romanos 10:4. Jesus viveu sem pecar e, ao morrer na cruz, assumiu a condenação que os pecadores mereciam (Gálatas 3:13). Assim, não precisamos tentar conquistar o perdão por meio da obediência à Lei de Moisés. Somos recebidos por Deus por causa de Cristo, pela fé nele.
Isso vale também pra quem nunca fez parte de Israel. A Lei de Moisés foi dada àquele povo, não a todos os povos como uma aliança. Ainda assim, Paulo explica que os outros povos também pecam e são responsáveis diante de Deus (Romanos 2:12-16; 3:23). Todos precisam de Cristo.
Então, o que muda na maneira de viver? O cristão não obedece a Deus pra conseguir ser salvo; ele busca obedecer porque foi alcançado pela graça de Deus. Paulo deixa isso claro ao dizer que não estar sob a lei, mas sob a graça, não é permissão pra continuar pecando (Romanos 6:14-15). Guiados por Jesus, somos chamados a amar a Deus e ao próximo. Paulo chama isso de cumprir a “lei de Cristo” (Gálatas 6:2).
Portanto, não estar sob a lei não significa estar sem direção. Significa que a Lei de Moisés não é o caminho pelo qual recebemos perdão nem a aliança que governa nossa relação com Deus. Nossa confiança está em Jesus; e é por causa dele que aprendemos a viver de um modo que agrada a Deus.