Êxodo 23:2 ensina que a quantidade de pessoas fazendo uma coisa não torna essa coisa certa. Deus disse ao povo de Israel que não acompanhasse os outros na prática do mal. E deu um exemplo bem concreto: se alguém fosse chamado a testemunhar numa questão de justiça, não deveria mudar o que dizia só pra concordar com a maioria e prejudicar uma decisão justa.
Isso fica mais claro quando lemos os versículos ao redor. Deus também proíbe espalhar acusações falsas, ajudar uma pessoa culpada com um testemunho mentiroso e favorecer alguém num julgamento só por ela ser pobre (Êxodo 23:1-3). O ponto não é desconfiar de toda decisão da maioria. É não deixar que a pressão dos outros nos faça abandonar a verdade e a justiça.
Essa orientação continua importante hoje. Às vezes, várias pessoas repetem uma acusação que não sabem se é verdadeira. Outras vezes, amigos esperam que a gente esconda um erro ou concorde com algo errado pra não ficar de fora. Êxodo 23:2 nos chama a parar e perguntar: “Isso é verdade? É justo? Agrada a Deus?” Se a resposta for não, seguir os outros não é uma boa desculpa.
Jesus também ensinou que o caminho mais seguido nem sempre é o caminho que leva à vida (Mateus 7:13-14). Por isso, Paulo orienta os cristãos a não se moldarem simplesmente ao modo de pensar do mundo, mas a aprenderem a reconhecer a vontade de Deus (Romanos 12:2). Isso não quer dizer discordar de todos por princípio. Quer dizer escolher o que é certo diante de Deus, mesmo quando seria mais fácil concordar com os demais.