Pastor Antônio Junior

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O que significa “não danifique o azeite e o vinho” em Apocalipse 6:6?

Autor: Admin

Publicado: 2026-11-05

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A frase faz parte de uma visão sobre a falta de comida e o aumento do seu preço. Quando o terceiro selo é aberto, João vê um cavaleiro num cavalo preto segurando uma balança. Então uma voz anuncia que uma porção de trigo custará o salário de um dia inteiro — ou que, pelo mesmo preço, será possível comprar três porções de cevada, um cereal mais barato. Logo depois vem a ordem: “Não danifique o azeite e o vinho” (Apocalipse 6:5-6).

A ideia mais clara é que o sofrimento descrito ali tem um limite. Os cereais, alimentos básicos, estão tão caros que uma pessoa teria de gastar o pagamento de um dia de trabalho pra conseguir pouca comida. Ao mesmo tempo, a ordem diz que o azeite e o vinho não devem ser atingidos. Isso não significa que haverá comida suficiente pra todos, nem explica por que esses dois produtos são poupados. Mostra que a escassez retratada não afeta tudo da mesma maneira.

Por que mencionar justamente azeite e vinho? A passagem não responde diretamente. Uma possibilidade é que a preservação deles mostre que o juízo não é uma destruição sem limites. Outra é que a cena mostre uma desigualdade dolorosa: enquanto falta o alimento mais necessário, outros produtos continuam disponíveis. Nesse caso, quem tem mais recursos talvez sofra menos. Mas o texto não diz expressamente que azeite e vinho seriam luxos reservados aos ricos, então é melhor não tratar essa explicação como certeza.

Também há cristãos que entendem esses selos como acontecimentos de um período futuro de tribulação, enquanto outros veem neles sofrimentos que se repetem ao longo da história. Essa diferença não muda o ponto principal do versículo: João descreve uma situação grave, em que conseguir alimento básico se torna muito difícil, mas a ordem sobre o azeite e o vinho indica que esse sofrimento não atinge todos os produtos do mesmo modo.

Assim, a resposta mais segura é simples: “não danifique o azeite e o vinho” indica uma restrição dentro da escassez anunciada. O versículo nos permite perceber esse limite; não nos permite afirmar com certeza por que, especificamente, o azeite e o vinho foram preservados.