Nadabe e Abiú eram os dois filhos mais velhos de Arão, irmão de Moisés. Eles foram escolhidos pra servir como sacerdotes de Israel, junto com o pai e os irmãos mais novos, Eleazar e Itamar (Números 3:2-3). São lembrados principalmente porque morreram depois de oferecer a Deus um incenso que ele não havia ordenado.
Antes disso, os dois tinham recebido um privilégio especial. Quando Deus estabeleceu sua aliança com Israel, Nadabe e Abiú subiram o monte com Moisés, Arão e setenta líderes do povo. Êxodo 24:9-11 diz que eles viram o Deus de Israel e comeram e beberam ali. A passagem não explica exatamente o que puderam ver, mas mostra que estiveram diante de Deus numa ocasião extraordinária.
Mais tarde, quando começaram a servir como sacerdotes, Nadabe e Abiú colocaram fogo e incenso em seus incensários e os apresentaram diante do Senhor. Levítico 10:1-2 chama aquilo de um fogo que Deus não lhes havia ordenado oferecer. Então saiu fogo da presença do Senhor, e os dois morreram.
A Bíblia não explica todos os detalhes do que eles fizeram de errado. Talvez tenham usado fogo de um lugar indevido, mas o texto não diz isso claramente. Logo depois, Deus proibiu os sacerdotes de beber vinho antes de entrar na tenda do encontro (Levítico 10:8-9). Isso também não prova que Nadabe e Abiú estivessem bêbados. O que sabemos é que eles ofereceram algo que Deus não havia mandado.
Por que a consequência foi tão grave? Moisés explicou a Arão que Deus seria reconhecido como santo justamente por aqueles que se aproximavam dele (Levítico 10:3). Nadabe e Abiú não eram visitantes que desconheciam o serviço sacerdotal: tinham sido escolhidos pra exercê-lo. A responsabilidade deles era seguir as instruções de Deus, não decidir por conta própria como apresentar aquela oferta.
Hoje, não servimos a Deus por meio dos sacrifícios e rituais do tabernáculo. Jesus abriu o caminho pra nos aproximarmos de Deus por meio dele (Hebreus 10:19-22). Mas a história de Nadabe e Abiú continua ensinando algo importante: ter uma função religiosa — ou mesmo ter vivido uma experiência marcante com Deus — não coloca ninguém acima da necessidade de ouvi-lo e obedecer-lhe.