Jesus não estava dizendo que os discípulos nunca tinham orado. Ele queria dizer que ainda não tinham feito pedidos ao Pai em nome dele. Naquela noite, Jesus os preparava para o que aconteceria depois de sua morte e ressurreição: eles poderiam continuar se dirigindo a Deus com confiança, agora por meio de Jesus (João 16:23-24).
Isso fazia parte de uma conversa difícil. Jesus tinha dito aos discípulos que iria embora, e eles não entendiam bem o que aconteceria. Sabendo que ficariam tristes, ele lhes prometeu que voltariam a vê-lo e que a tristeza deles se transformaria em alegria (João 16:16-22). Então falou sobre a oração: mesmo depois de sua partida, eles poderiam pedir ao Pai em seu nome.
Mas o que é pedir “em nome de Jesus”? Não é apenas acrescentar essas palavras ao fim da oração, como se fossem uma fórmula que obrigasse Deus a atender ao pedido. É nos aproximarmos do Pai por causa de Jesus, confiando nele, e pedir de uma maneira que esteja de acordo com o que ele ensina. Jesus é quem nos dá acesso ao Pai; não precisamos tentar merecer esse acesso por conta própria (1 Timóteo 2:5; Efésios 3:12).
Isso também não significa que receberemos tudo exatamente como pedirmos. Jesus relaciona a oração à glória do Pai (João 14:13), e 1 João 5:14-15 diz que podemos ter confiança ao pedir segundo a vontade de Deus. Por isso, podemos falar com ele com sinceridade sobre nossas necessidades, sem tratar a expressão “em nome de Jesus” como uma garantia de que nossa vontade será feita.
Quando Jesus disse que eles receberiam e que sua alegria seria completa, estava lhes dando uma promessa de confiança num momento em que temiam perdê-lo. Eles não ficariam sem acesso ao Pai. Depois da morte e ressurreição de Jesus, poderiam continuar orando, certos de que Deus os ouviria por meio dele.