Os nabateus eram um povo árabe que formou um reino ao sul e a leste da Judeia. Sua cidade mais conhecida era Petra, no território da atual Jordânia. Eles aparecem pouco na Bíblia, mas uma passagem do Novo Testamento nos permite identificar claramente um de seus reis.
Os nabateus se tornaram importantes por causa do comércio. Sua região ficava no caminho de caravanas que levavam incenso, especiarias e outras mercadorias da Arábia em direção ao Mediterrâneo. Eles também desenvolveram formas de captar e guardar água, o que ajudou Petra a crescer numa região seca. É por isso que a cidade ficou conhecida tanto por seus edifícios escavados na rocha quanto por suas obras de abastecimento de água.
A ligação mais clara com a Bíblia está na história de Paulo. Em 2 Coríntios 11:32-33, ele conta que, em Damasco, um representante do rei Aretas vigiava a cidade pra prendê-lo. Paulo escapou quando seus companheiros o desceram num cesto por uma abertura na muralha. Esse Aretas era Aretas IV, rei dos nabateus. O relato mostra que autoridades ligadas a ele tinham influência em Damasco naquele momento, embora não explique exatamente como essa autoridade funcionava.
Paulo também diz que, depois de sua conversão, foi à Arábia e voltou a Damasco (Gálatas 1:17). Naquela época, “Arábia” podia se referir à região do reino nabateu. É possível, portanto, que Paulo tenha passado por território nabateu. A Bíblia, porém, não diz em que lugar ele esteve nem o que fez durante toda essa viagem.
É bom tomar cuidado com duas associações. A caravana de mercadores que aparece em Gênesis 37:25 viveu muitos séculos antes do reino nabateu; ela mostra que havia comércio naquela região, mas não era uma caravana nabateia. E alguns identificam Petra com Sela, cidade mencionada em 2 Reis 14:7, mas essa identificação não é certa.
Em resumo, os nabateus foram vizinhos importantes do povo judeu e tiveram um reino próspero, centrado em Petra. Pra entender a Bíblia, o detalhe principal é este: Aretas, o rei citado na fuga de Paulo em Damasco, era nabateu.