Porque ninguém consegue enxergar tudo sozinho. Em Provérbios 15:22, a ideia é que os planos podem fracassar quando faltam conselhos, mas têm mais chance de dar certo quando ouvimos outras pessoas. Provérbios 11:14 e 24:6 também mostram o valor de contar com vários conselheiros.
Pense numa decisão importante. Uma pessoa pode conhecer bem o assunto, mas deixar passar um risco. Outra talvez já tenha vivido algo parecido e consiga perceber esse risco. Ouvir as duas não significa aceitar tudo o que dizem. Significa ter mais informações antes de decidir. E isso exige humildade: às vezes, o conselho mais útil é justamente aquele que nos faz reconsiderar um plano de que gostávamos.
Mas o valor não está no número, e sim na qualidade dos conselhos. Vinte pessoas dizendo o que queremos ouvir não ajudam mais do que uma pessoa sensata que tem coragem de nos contrariar. É bom procurar gente que conheça o assunto, seja honesta e leve a sério os ensinamentos de Deus. Josué 9:14 mostra outro cuidado importante: antes de fazer um acordo, os israelitas avaliaram o que tinham diante de si, mas não consultaram o Senhor. Foram enganados. Ouvir pessoas não substitui buscar a sabedoria de Deus.
Por isso, ao tomar uma decisão, vale perguntar a Deus por sabedoria, como ensina Tiago 1:5, e ouvir pessoas confiáveis que possam olhar a situação de ângulos diferentes. Depois, é preciso avaliar os conselhos à luz da Bíblia e assumir a responsabilidade pela escolha. Provérbios não promete que muitos conselheiros eliminarão todo erro. Ele nos ensina que pedir ajuda, em vez de confiar só no próprio julgamento, é um caminho mais sábio.