A sulamita é a mulher amada que aparece no livro bíblico de Cântico dos Cânticos. O livro mostra o amor entre ela e o homem amado, mas não diz seu nome nem conta sua história de vida. Por isso, não dá pra afirmar com segurança quem ela era.
Ela recebe o nome de “sulamita” em Cântico dos Cânticos 6:13. Uma explicação bastante comum é que a palavra indique uma mulher de Suném, uma localidade no território de Issacar. Outros entendem “sulamita” como um nome poético ligado à ideia de paz. O texto não explica a origem da palavra, então essas possibilidades não resolvem sua identidade.
Às vezes, a sulamita é identificada com Abisague, uma jovem de Suném que cuidou do rei Davi quando ele estava idoso (1 Reis 1:1-4). A ligação faz sentido à primeira vista, porque Abisague era sunamita. Mas a Bíblia nunca diz que Abisague aparece em Cântico dos Cânticos, nem que ela se casou com Salomão. Também não há base suficiente pra identificar a sulamita com a filha do faraó, com quem Salomão se casou (1 Reis 3:1).
O que podemos dizer com segurança é o que o próprio cântico mostra: ela não é apenas alguém sobre quem se fala. Ela fala, expressa seu desejo e participa da história de amor (Cântico dos Cânticos 2:10-16; 8:6-7). Embora o livro esteja ligado a Salomão, ele não fornece detalhes suficientes pra concluir que ela foi sua primeira esposa ou seu “primeiro e verdadeiro amor”.
Assim, a resposta mais honesta é simples: sabemos quem é a sulamita *dentro do cântico* — a mulher amada —, mas não sabemos com certeza quem ela foi na história.