São pessoas de muitos povos que farão parte do Reino de Deus pela fé em Jesus. No contexto, Jesus está falando especialmente dos gentios, ou seja, de pessoas que não pertenciam ao povo judeu. Ele deixa claro que a origem de alguém não determina se essa pessoa será recebida por Deus.
Jesus disse isso depois de conversar com um centurião, um oficial romano que lhe pediu ajuda para um servo doente. O homem confiava tanto na autoridade de Jesus que disse que não seria necessário Jesus ir até sua casa: bastava dar uma ordem, e o servo seria curado. Jesus se admirou daquela fé. Então afirmou que muitos viriam do Oriente e do Ocidente e se sentariam à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no Reino dos Céus (Mateus 8:5-11).
“Oriente e Ocidente” é uma maneira de falar de lugares distantes, em todas as direções. E sentar-se à mesa com Abraão, Isaque e Jacó — os antepassados do povo de Israel — representa ser recebido no Reino de Deus. O centurião ajudava a entender o que Jesus estava anunciando: até alguém de fora de Israel podia confiar nele e ser acolhido.
Jesus também fez um alerta. Ele disse que alguns “filhos do Reino” ficariam de fora (Mateus 8:12). Naquele contexto, a expressão se refere a pessoas do povo judeu que, por sua história, poderiam esperar um lugar no Reino, mas não receberiam Jesus. Isso não significa que os judeus seriam excluídos. O contraste é outro: nascer dentro do povo de Israel não garantia a entrada no Reino, assim como nascer fora dele não impedia ninguém de entrar. O que importava era a resposta a Jesus.
Mais tarde, Jesus mandou seus discípulos fazer discípulos de todas as nações (Mateus 28:19). Apocalipse 7:9 apresenta uma grande multidão de todas as nações diante de Deus. Assim, os “muitos” de Mateus 8:11 não são um grupo identificado por um país ou uma direção no mapa. São pessoas de diferentes origens que, pela fé em Cristo, serão recebidas no Reino de Deus.