Quando Paulo diz que estávamos “mortos” em nossos pecados, ele não está falando da morte do corpo. Está dizendo que, por causa do pecado, vivíamos afastados de Deus e incapazes de nos salvar por conta própria. É disso que ele trata em Efésios 2:1-5.
“Transgressões” são atos de desobediência a Deus. “Pecados” é uma palavra mais ampla: inclui o que fazemos de errado e também o que deixamos de fazer quando deveríamos obedecer. Paulo usa as duas palavras pra mostrar que o problema não é apenas cometer erros de vez em quando. O pecado afeta nossa maneira de viver e nosso relacionamento com Deus.
Estar espiritualmente morto não significa deixar de pensar, escolher, amar ou fazer coisas boas aos olhos de outras pessoas. Paulo diz que aquelas pessoas, mesmo estando “mortas”, *andavam* em seus pecados: continuavam vivendo e tomando decisões. O que lhes faltava era a vida que vem de Deus. Por mais que alguém tente melhorar seu comportamento, não consegue, pelo próprio esforço, apagar seus pecados e restaurar sua relação com ele.
Essa condição atinge a todos nós. Desde a entrada do pecado no mundo, a humanidade vive sob suas consequências; Paulo fala disso em Romanos 5:12. E, em Efésios 2:3, ele não aponta apenas o erro dos outros: inclui a si mesmo entre os que precisavam da misericórdia de Deus. Nenhum de nós chega diante de Deus dizendo que nunca precisou de perdão.
Mas Paulo não termina falando da nossa condição. Ele diz que Deus nos deu vida com Cristo por causa do seu grande amor e de sua misericórdia (Efésios 2:4-5). Jesus morreu por nossos pecados e ressuscitou. Por meio dele, Deus nos perdoa e nos dá uma vida nova — uma vida de reconciliação com Deus, que já começa agora e se estende à eternidade.
Por isso, estar morto em transgressões e pecados significa estar separado de Deus por causa do pecado e precisar da vida que só ele pode dar. E a boa notícia de Efésios 2 é justamente esta: Deus não espera que a gente consiga se salvar sozinho. Ele nos oferece, em Jesus, perdão e vida pela sua graça (Efésios 2:8-9).