Não precisamos escolher entre as duas. A morte e a ressurreição de Jesus são indispensáveis pra nossa salvação. Elas não fazem exatamente a mesma coisa, mas fazem parte da mesma obra.
Jesus morreu por nossos pecados. Nós não conseguiríamos apagar nossa culpa nem nos reconciliar com Deus por esforço próprio. Na cruz, Cristo levou sobre si o que era devido a nós, abrindo o caminho pro perdão (Isaías 53:4-6; 1 Pedro 3:18). Por isso, os apóstolos anunciavam sua morte como parte central da boa notícia.
Mas Jesus não ficou morto. Ele ressuscitou de verdade. Isso confirma que sua morte não foi o fim de sua missão e nos dá a esperança de que a morte também não será o fim pra quem pertence a ele. Paulo vai ainda mais longe: se Cristo não ressuscitou, nossa fé não tem fundamento e continuamos em nossos pecados (1 Coríntios 15:17-20).
Então, não é que a cruz cuidou de um problema e a ressurreição seja apenas uma prova adicional. A ressurreição faz parte da própria boa notícia. Em Romanos 4:25, Paulo relaciona a morte de Jesus aos nossos pecados e sua ressurreição à nossa justificação — o fato de sermos aceitos por Deus. E, porque Jesus vive, podemos confiar na promessa de viver com ele (João 14:19).
O próprio Paulo resume a mensagem que considerava de primeira importância dizendo que Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia (1 Coríntios 15:3-4). O sepultamento confirma que ele realmente morreu; suas aparições depois da ressurreição mostram que estava vivo novamente (1 Coríntios 15:5-8).
Por isso, a resposta é: as duas são essenciais. Sem a morte de Jesus, não teríamos o sacrifício pelos nossos pecados. Sem sua ressurreição, não teríamos um Salvador vivo nem a esperança que o evangelho anuncia.