Paulo quer mostrar que a morte já atingia as pessoas antes de Deus dar a Lei a Israel por meio de Moisés. Por isso, a morte não começou como consequência da desobediência à Lei de Moisés. O problema é mais antigo: começou com Adão.
Em Romanos 5, Paulo explica que o pecado entrou no mundo por meio de Adão e que a morte veio com o pecado (Romanos 5:12). Depois, ele chama a atenção pra um período importante. Entre Adão e Moisés, as pessoas ainda não tinham recebido a Lei dada a Israel no Sinai. Mesmo assim, morriam. É nesse sentido que Paulo diz que a morte “reinou”: ninguém conseguia escapar do seu domínio.
Isso não significa que, naquele período, as pessoas não pecavam ou não tinham nenhuma responsabilidade diante de Deus. O próprio relato de Gênesis mostra muitos pecados antes de Moisés. O ponto de Paulo é outro: aquelas pessoas não haviam desobedecido à mesma ordem específica que Adão recebeu no jardim, nem à Lei que Israel receberia mais tarde. Ainda assim, a morte as alcançava (Romanos 5:13-14). Assim, Paulo mostra que o pecado e a morte não podem ser explicados apenas pela quebra da Lei de Moisés. A humanidade já vivia com as consequências do que começou em Adão.
Mas Paulo não termina falando da morte. Ele menciona Adão pra fazer uma comparação com Jesus Cristo. O que Adão fez teve consequências para muitos; o que Cristo fez também. A diferença é que, por meio de Cristo, Deus oferece perdão e vida onde havia pecado e morte (Romanos 5:15-19).
Então, a frase responde a duas perguntas de uma vez: a morte já existia antes da Lei por causa do pecado que entrou no mundo por meio de Adão; e a resposta de Deus para esse problema veio por meio de Jesus Cristo.