Apesar do nome, “Monte Efraim” geralmente não indica uma montanha só. É o nome usado pra região montanhosa ligada à tribo de Efraim, no centro da terra de Israel. Por isso, muitas traduções dizem “região montanhosa de Efraim”.
Efraim era filho de José e deu nome a uma das tribos de Israel (Gênesis 41:50-52; 48:5). Quando o povo recebeu suas terras, a tribo de Efraim ficou com parte daquela área de colinas e montanhas. Assim, dizer que alguém estava no “monte Efraim” podia ser uma maneira de dizer em que região essa pessoa vivia, não em qual pico ela estava.
Os próprios relatos bíblicos deixam isso claro. Josué recebeu uma cidade na região montanhosa de Efraim e foi sepultado ali (Josué 19:49-50; 24:30). Siquém, outra cidade, também ficava nessa região (Josué 20:7). Se o texto fala de várias cidades ali, não está tratando de uma única montanha.
Essa região aparece em acontecimentos de diferentes épocas. Débora julgava Israel ali, e Gideão convocou homens de Efraim durante a luta contra os midianitas (Juízes 4:5; 7:24). Mais tarde, Jeroboão estabeleceu-se em Siquém depois que o reino de Israel se dividiu (1 Reis 12:25). Esses relatos não dão ao monte um significado especial em si; mostram que a região foi cenário de parte da história do povo de Deus.
Há ainda uma distinção útil: “Monte Efraim” costuma ser um lugar; “Efraim”, sozinho, nem sempre é. Dependendo da passagem, “Efraim” pode indicar a tribo, seu território ou até representar o reino de Israel ao norte, do qual essa tribo fazia parte. O contexto mostra qual desses sentidos o autor bíblico tem em mente.
Portanto, ao encontrar “Monte Efraim” na Bíblia, pense primeiro na região montanhosa de Efraim, com suas cidades e seus moradores. Depois, veja o que aconteceu ali na passagem que você está lendo.