Sim. Miquéias 5:2 anuncia que de Belém, uma pequena cidade de Judá, sairia alguém que governaria Israel. O Novo Testamento apresenta Jesus como o cumprimento dessa profecia.
O detalhe de Belém chama a atenção porque ela não era uma cidade importante. Ainda assim, seria dali que viria esse governante. Miquéias não está apenas indicando um lugar: nos versículos seguintes, ele descreve alguém que cuidaria do povo como um pastor cuida das suas ovelhas e cujo governo traria segurança (Miquéias 5:2-5).
Quando os sábios do Oriente chegaram a Jerusalém procurando o recém-nascido “rei dos judeus”, Herodes perguntou aos líderes religiosos onde o Cristo — isto é, o Messias — deveria nascer. Eles responderam: em Belém, e citaram Miquéias (Mateus 2:1-6). Isso mostra que, naquele episódio, a profecia foi entendida como uma referência ao Messias. Mateus e Lucas também relatam que Jesus nasceu em Belém (Mateus 2:1; Lucas 2:4-7).
Há uma expressão no versículo que merece cuidado: Miquéias diz que as origens desse governante vêm de tempos antigos. Alguns cristãos entendem que isso aponta pra existência eterna de Jesus. Outros entendem que a expressão, considerada sozinha, pode se referir à antiga linhagem da qual viria o rei. Por isso, não é preciso fazer esse trecho provar, por si só, tudo o que o Novo Testamento ensina sobre Jesus existir antes de nascer como homem (João 1:1-3, 14).
Assim, a resposta é clara: Miquéias 5:2 é uma profecia messiânica na leitura do Novo Testamento. Ela fala de um governante que viria de Belém; os Evangelhos identificam Jesus, nascido ali, como o Messias prometido.