Eram homens que conduziam a adoração a outros deuses em Judá. Sofonias anuncia que Deus acabaria com o culto a Baal e com os “ministros idólatras” que atuavam em Jerusalém. Em outras palavras, a advertência não era só contra as imagens e os lugares de culto, mas também contra quem mantinha aquelas práticas.
O contexto ajuda a entender por que isso era tão grave. O povo de Judá tinha sido chamado a adorar somente o Senhor, mas parte dele também prestava culto a Baal e a outros deuses. Logo depois, Sofonias fala de pessoas que adoravam os astros e de outras que juravam lealdade ao Senhor e, ao mesmo tempo, a outro deus (Sofonias 1:5). O problema era a idolatria dentro de um povo que dizia pertencer a Deus.
A palavra traduzida por “ministros idólatras” também aparece em 2 Reis 23:5. Ali, ela se refere a homens estabelecidos por reis de Judá pra queimar incenso em lugares de culto espalhados pelo país, inclusive em honra a Baal, ao sol, à lua e às estrelas. Durante suas reformas, o rei Josias afastou esses homens e destruiu objetos e lugares ligados a essa adoração (2 Reis 23:4-20).
Sofonias 1:4 menciona os ministros idólatras junto com “os sacerdotes”. O versículo não explica com precisão a diferença entre os dois grupos. Por isso, o mais seguro é não atribuir a cada um funções que o texto não descreve. O ponto principal é claro: Deus julgaria tanto a idolatria quanto aqueles que a promoviam.
Algumas explicações antigas tentam relacionar o nome hebraico desses ministros à cor preta — talvez por causa das roupas ou da fumaça do incenso. Mas não sabemos por que receberam esse nome. E a passagem não permite afirmar que todos eles ofereciam sacrifícios a Moloque.
Portanto, os ministros idólatras eram responsáveis pelo culto a falsos deuses em Judá. A reforma de Josias mostra uma ação concreta contra essas práticas; a mensagem de Sofonias mostra a razão: Deus não tratava a idolatria como algo pequeno, mesmo quando ela acontecia entre pessoas que também diziam adorá-lo.