É quando alguém exerce um ministério cristão, como pastorear uma igreja ou servir como missionário, e também trabalha em outra profissão pra se sustentar. Um pastor que cuida de uma igreja e dá aulas durante a semana, por exemplo, tem um ministério bivocacional. Isso não quer dizer que seu serviço na igreja seja menos sério. Quer dizer que ele não depende apenas da igreja pra pagar suas despesas.
O apóstolo Paulo nos dá um exemplo. Quando esteve em Corinto, trabalhou com Áquila e Priscila, que tinham o mesmo ofício que ele: fazer tendas. Ao mesmo tempo, ensinava sobre Jesus na sinagoga (Atos 18:1-4). Mais tarde, Paulo lembrou aos líderes da igreja de Éfeso que havia trabalhado com as próprias mãos pra atender às suas necessidades e às de seus companheiros (Atos 20:33-35).
Mas isso não significa que todo pastor ou missionário deva ter outro emprego. Paulo também ensinou que quem anuncia o evangelho pode receber sustento por esse trabalho (1 Coríntios 9:14). Ele próprio recebeu ajuda financeira de cristãos em outras ocasiões (Filipenses 4:15-16). Portanto, receber sustento da igreja é legítimo, e trabalhar em outra profissão enquanto se exerce um ministério também é.
Há várias razões pra seguir esse caminho. Uma igreja pequena pode ainda não conseguir sustentar um pastor. Um missionário pode trabalhar numa profissão enquanto serve às pessoas do lugar onde vive. Em outros casos, o obreiro escolhe manter seu emprego pra não representar uma despesa pra igreja naquele momento. Mas conciliar as duas responsabilidades exige cuidado: o trabalho precisa de atenção, e as pessoas atendidas pelo ministério também.
Assim, o ministério bivocacional não é simplesmente ser cristão e ter um emprego — isso vale pra muitos seguidores de Jesus. O termo se refere a quem assume uma responsabilidade de ministério e, junto com ela, exerce outra profissão. É uma maneira bíblica e digna de servir, sem que seja a única maneira correta de fazê-lo.